Ataques à Arábia Saudita preocupam FMI sobre a economia
O FMI alertou que ataques à Arábia Saudita podem afetar a economia mundial. Entenda os impactos no preço do petróleo e na estabilidade global. Confira agora.
Os ataques à Arábia Saudita , que atingiram instalações da gigante petrolífera Aramco, geraram um alerta imediato do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre possíveis reflexos negativos na economia global. A diretora-geral da instituição, Kristalina Georgieva, destacou a relevância estratégica do reino saudita para o mercado internacional durante as reuniões anuais em Banguecoque.
Segundo o Ministério da Energia saudita, um edifício administrativo localizado na sede da Aramco, em Dhahran, foi alvo de um ataque na noite de terça-feira. O incidente causou um incêndio de proporções limitadas, mas não deixou vítimas. Os rebeldes houthi, que possuem alinhamento com o Irã, assumiram a autoria da ação.
Impactos dos ataques à Arábia Saudita
Além do prédio administrativo, o grupo rebelde também realizou ofensivas contra aeroportos sauditas no contexto do conflito com a coalizão liderada pelo país. Informações indicam que os três últimos andares do edifício atingido, incluindo o gabinete do presidente-executivo Amin Nasser, sofreram danos severos.
Apesar da gravidade do incidente, as operações no complexo seguem em funcionamento, embora medidas de contingência tenham sido adotadas:
Alguns funcionários foram orientados a realizar suas atividades remotamente; Parte das operações administrativas foi transferida para escritórios no exterior; A Aramco mantém o controle centralizado de refinarias e oleodutos a partir da sede. O mercado reagiu prontamente aos eventos. O preço do barril de petróleo Brent superou a marca de 106 dólares, enquanto as ações da Aramco registraram uma queda de 0,5% logo no início das negociações. O setor de aviação também sofreu alterações, com a Lufthansa suspendendo voos para Riade até o dia 18 de novembro.
A economia saudita já enfrentava desafios significativos devido à guerra com o Irã e aos problemas de navegação no estreito de Ormuz. O FMI projeta uma retração de 3,3% no PIB do país este ano, com uma expectativa de crescimento de 7,9% para 2027, baseada na normalização da navegação regional.
Georgieva ressaltou que os esforços do reino para diversificar sua economia fora do setor petrolífero têm servido como um amortecedor contra os impactos da guerra. Contudo, a diretora alertou que nações mais pobres, altamente dependentes da importação de energia, são as mais vulneráveis à escalada dos custos.
Por fim, o FMI apelou para que governos internacionais implementem medidas de apoio para as populações que enfrentam o aumento nos preços de alimentos e energia. Para acompanhar mais atualizações sobre o cenário global, consulte as últimas notícias em nossa categoria de economia.
Fonte: pt.euronews.com