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Auditoria de carne brasileira é desnecessária, diz

O embaixador do Brasil na UE contesta a auditoria de carne brasileira e ameaça retaliações após novas restrições europeias. Confira os detalhes agora.

A auditoria de carne brasileira pela União Europeia foi classificada como desnecessária pelo embaixador do Brasil junto ao bloco, Pedro Miguel da Costa e Silva. Em declarações recentes, o diplomata contestou a decisão da Comissão Europeia de restringir as importações do país, sugerindo que o Brasil poderá adotar medidas de retaliação caso o cenário não seja revertido.

A restrição entrou em vigor nesta semana, após o Brasil ser removido da lista de nações que atendem aos padrões europeus de segurança alimentar. O motivo central da medida é o uso de antibióticos como promotores de crescimento em animais. Atualmente, a UE conduz auditorias específicas em aves e mel, mas alega que Brasília não apresentou garantias suficientes para a carne bovina.

Contestação sobre a auditoria de carne brasileira

O embaixador brasileiro refutou a necessidade de tais inspeções. Segundo ele, o Brasil forneceu as garantias exigidas e não houve procedimentos semelhantes aplicados a outros países parceiros. Portanto, o governo brasileiro vê a medida como um tratamento desigual e injustificado diante dos protocolos já estabelecidos.

Além disso, o diplomata ressaltou que o país mantém o diálogo aberto com a Comissão Europeia, mas não descarta outras ações. "Todas as opções estão em cima da mesa", afirmou, indicando que o governo pode ser criativo na implementação de contramedidas caso o fluxo de importações não seja normalizado. Confira outras notícias sobre o setor.

A Comissão Europeia, por sua vez, rejeitou as acusações de discriminação. O porta-voz Olof Gill defendeu a postura do bloco, destacando os seguintes pontos:

A abordagem europeia é não discriminatória e segue padrões globais. O Brasil recebeu tempo e informações suficientes para se adaptar às normas. As regras de segurança alimentar são prioridade máxima para os cidadãos da UE. O impasse ocorre em um momento sensível para as relações comerciais. O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia entrou em vigor provisoriamente em maio. Contudo, o pacto enfrenta forte resistência de agricultores europeus, que temem a entrada de produtos que não sigam as normas fitossanitárias do bloco.

A União Europeia reforçou que as diretrizes contra a resistência aos antimicrobianos foram estabelecidas em 2018. Essas normas são aplicadas aos produtores europeus desde 2022 e, desde a última quinta-feira, passaram a ser exigidas também para importadores de países terceiros. Dessa forma, o bloco busca garantir a conformidade total com suas políticas de saúde pública.

Fonte: pt.euronews.com