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Bielorrússia liberta 25 presos políticos em troca de sanções

A Bielorrússia liberta 25 presos políticos após acordo com os EUA para suspender sanções a empresas. Confira agora os detalhes desta negociação.

A Bielorrússia liberta 25 presos políticos como parte de um acordo estratégico com os Estados Unidos. Em contrapartida, Washington concordou em suspender as sanções econômicas impostas a duas companhias bielorrussas. O acerto foi conduzido pelo enviado norte-americano John Coale, que esteve em Minsk para as tratativas.

Coale classificou a soltura dos detentos como um gesto de boa vontade por parte do regime. O diplomata sugeriu que novas rodadas de negociações podem ocorrer em breve. O objetivo seria promover a libertação de mais indivíduos e o alívio gradual de outras restrições comerciais.

Detalhes sobre a Bielorrússia liberta 25 presos políticos

Além disso, As sanções dos EUA foram aplicadas após o governo bielorrusso permitir que a Rússia utilizasse seu território para a invasão da Ucrânia em 2022. As medidas punitivas afetavam diretamente o setor industrial do país. Entre as empresas beneficiadas pelo levantamento das sanções estão:

A fabricante de tintas Lakokraska; O conglomerado do setor florestal Bellesbumprom. O enviado norte-americano utilizou suas redes sociais para oficializar o acordo. Na ocasião, ele agradeceu a Donald Trump pelo empenho em uma diplomacia direta. O diálogo entre as duas nações foi retomado no ano passado, visando esforços para encerrar o conflito na Ucrânia.

Portanto, Sviatlana Tsikhanouskaya, líder da oposição que vive no exílio, comentou o caso. Ela celebrou a liberdade dos 25 cidadãos, mas manteve cautela. Segundo a ativista, o presidente Aleksandr Lukashenko não demonstra intenção de soltar todos os presos políticos.

O cenário de repressão no país permanece crítico desde as eleições de 2020. Naquela época, protestos em massa foram desencadeados pela reeleição de Lukashenko, que governa a nação desde 1994. Centenas de pessoas foram detidas por participarem das manifestações.

Dados do grupo independente de direitos humanos Viasna indicam que ainda existem 912 pessoas encarceradas por motivos políticos. Além disso, ativistas denunciam que o regime continua realizando novas prisões. Recentemente, um advogado que defendia o opositor Viktor Babaryko recebeu uma sentença de três anos de reclusão.

Para acompanhar mais atualizações sobre o cenário internacional, consulte as últimas notícias em nosso portal. A situação na região segue sendo monitorada por organizações de direitos humanos, que alertam para a persistência da perseguição a dissidentes.

Fonte: pt.euronews.com