Força do digital no 2º turno: Canais de WhatsApp de Lula e
Entenda como a força do digital no 2º turno, através dos canais de WhatsApp de Lula e Flávio, impacta a mobilização eleitoral. Confira agora os detalhes.
A força do digital no 2º turno das eleições de 2026 tornou-se evidente através da utilização estratégica de canais de WhatsApp. Essas plataformas organizaram a militância dos candidatos à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), em uma disputa acirrada pela atenção do eleitorado.
Dois deputados mineiros protagonizaram essa estratégia nas redes sociais. André Janones (Rede-MG) liderou o movimento lulista com o canal “Exército do Lula”, enquanto Nikolas Ferreira (PL-MG) coordenou a “Tropa do Flávio” para o campo bolsonarista.
A influência da força do digital no 2º turno
O canal “Exército do Lula” surgiu em abril, sob coordenação de Janones. Contudo, o engajamento massivo ocorreu apenas após o primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro terminou à frente na contagem de votos. A iniciativa enfrentou intensas batalhas jurídicas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A campanha de Flávio Bolsonaro questionou a legalidade do canal, alegando a propagação de desinformação. O processo passou por diversas decisões conflitantes entre ministros do TSE, com suspensões e restabelecimentos sucessivos, até que o ministro Kássio Nunes Marques determinou que a Meta fornecesse dados sobre a atuação coordenada dos integrantes.
Por outro lado, o canal bolsonarista apresenta números expressivos:
Criado em 6 de outubro por Nikolas Ferreira, logo após o primeiro turno. Conta atualmente com mais de 2,1 milhões de seguidores. Possui coordenação de Nikolas Ferreira e orientações do senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO). Diferente do canal de Janones, a “Tropa do Flávio” não sofreu derrubada total pela Justiça. A campanha de Lula solicitou a suspensão, mas o pedido foi negado porque o grupo já havia registrado o endereço eletrônico junto ao TSE preventivamente.
Apesar de manter o canal ativo, o grupo de Nikolas Ferreira precisou remover conteúdos específicos por ordem judicial. Um exemplo foi a exclusão de um vídeo que associava falsamente uma jovem usando drogas a um ato petista na Avenida Paulista; a gravação, na verdade, era antiga e originária do Chile.
Essa dinâmica reflete a nova realidade das campanhas eleitorais brasileiras, onde a agilidade na comunicação direta com o eleitor define o ritmo do debate público. Para acompanhar mais atualizações sobre o cenário político, acesse a nossa categoria de notícias. Além disso, é possível conferir as últimas notícias sobre o pleito em tempo real.
Fonte: rdnews.com.br