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Corrida à liderança da ONU entra em fase decisiva com nova

A corrida à liderança da ONU ganha novos contornos com a candidatura de Lana Nusseibeh. Confira agora os detalhes da disputa pela sucessão de Guterres.

A corrida à liderança da ONU entra em sua etapa final com um cenário de disputa acirrada. Embora a ex-vice-presidente da Costa Rica, Rebeca Grynspan, lidere as preferências, a entrada da ministra de Estado dos Emirados Árabes Unidos, Lana Nusseibeh, trouxe um novo elemento à competição.

O processo eleitoral, que pode resultar na primeira mulher a ocupar o cargo de secretária-geral em mais de 80 anos, segue complexo. Uma sondagem informal realizada entre diplomatas do Conselho de Segurança colocou Grynspan à frente de nomes como a guianense Carolyn Rodrigues-Birkett e o argentino Rafael Grossi.

Contudo, a ocorrência de votos de oposição reabriu o pleito para novos concorrentes. Para ser eleito, o candidato precisa de, no mínimo, nove votos dos 15 membros do Conselho de Segurança, sem sofrer veto de nenhum dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia.

A corrida à liderança da ONU e os novos nomes

O Conselho de Segurança tem até o final de dezembro para definir o sucessor de António Guterres. A lista de postulantes é extensa e diversificada, incluindo figuras de peso no cenário diplomático global:

Rebeca Grynspan, atual secretária-geral da UNCTAD; Lana Nusseibeh, ministra de Estado dos Emirados Árabes Unidos; Rafael Grossi, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica; Maria Fernanda Espinosa, ex-chanceler do Equador. Lana Nusseibeh, de 48 anos, é reconhecida por sua habilidade em diplomacia discreta. Ao oficializar sua candidatura, a diplomata enfatizou a necessidade de uma mudança geracional na organização. Ela defende uma gestão focada em resultados concretos e na mediação de conflitos profundos.

Durante seu mandato no Conselho de Segurança (2022-2023), Nusseibeh foi fundamental para a aprovação da Resolução 2720, que facilitou a ajuda humanitária em Gaza. Ela ressalta que sua candidatura não se baseia apenas em gênero, mas em um otimismo pragmático sobre o futuro das Nações Unidas.

Por outro lado, Rebeca Grynspan, de 70 anos, traz uma trajetória marcada pela defesa do multilateralismo. Em entrevistas, ela destacou que o mundo enfrenta uma escolha crítica entre a fragmentação e a cooperação global. Para ela, a ONU precisa de reformas para enfrentar os desafios da inteligência artificial e da desigualdade.

Grynspan argumenta que a confiança no sistema multilateral está em declínio e que o tempo para agir é escasso. Ela defende que a organização deve retomar os princípios da Carta das Nações Unidas para garantir prosperidade e estabilidade em um mundo multipolar.

A escolha final caberá ao Conselho de Segurança, que submeterá o nome à Assembleia Geral. O processo reflete a tensão entre a necessidade de renovação e a manutenção da estabilidade institucional. Para acompanhar os desdobramentos, consulte a nossa categoria de notícias internacionais.

Fonte: pt.euronews.com