Decisão do TRE e pendências do 'Rei do Porco' marcam a seman
A semana em Mato Grosso foi marcada por polêmicas judiciais, multas ambientais envolvendo candidatos e novas propostas de delatores para quitar dívidas com o Es
A semana em Mato Grosso foi marcada por polêmicas judiciais, multas ambientais envolvendo candidatos e novas propostas de delatores para quitar dívidas com o Estado.
A semana política em Mato Grosso foi intensamente movimentada por uma série de eventos que envolveram desde decisões judiciais controversas até a exposição de pendências financeiras e ambientais de figuras públicas. Entre os destaques, a atuação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) e as movimentações de candidatos ao governo e ao Senado ocuparam o centro dos debates.
Uma determinação do juiz auxiliar da propaganda eleitoral, Marcelo Morgado, impôs a remoção de um conteúdo jornalístico que repercutia críticas feitas pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao seu adversário, Wellington Fagundes (PL). No vídeo em questão, gravado durante uma coletiva de imprensa, o atual governador questionava a destinação de mais de R$ 1,5 bilhão em emendas parlamentares por parte de Fagundes. A medida foi recebida com ressalvas, levantando discussões sobre os limites da liberdade de imprensa no período eleitoral.
Paralelamente, a chapa de Wellington Fagundes enfrentou questionamentos sobre a trajetória empresarial de seu vice, Reinaldo Moraes, conhecido como “Rei do Porco”. A empresa Suinobrás Alimentos, de propriedade de Moraes, acumula um passivo de R$ 4,5 milhões em multas ambientais. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), o empreendimento foi alvo de autuações devido ao lançamento irregular de efluentes e contaminação do solo na Área de Proteção Ambiental (APA) Nascentes do Rio Paraguai, com registros de infrações que se estendem de 2016 a 2020.
O cenário político também foi impactado por revelações envolvendo o advogado cuiabano Otto Medeiros, citado em diálogos que tratavam de um suposto esquema envolvendo o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva. As mensagens, obtidas pela Polícia Federal, sugeriam uma suposta influência do advogado junto ao ministro do STF, Kassio Nunes Marques. Em nota oficial, o magistrado negou qualquer sociedade com Medeiros, confirmando apenas uma relação de amizade e ressaltando seu impedimento legal em processos conduzidos pelo advogado na Corte.
No campo das propostas eleitorais, os candidatos Otaviano Pivetta, Wellington Fagundes e Natasha Slhessarenko (PSD) apresentaram seus planos de governo, convergindo na importância da inteligência artificial (IA) para a gestão pública. Contudo, as abordagens divergiram: enquanto Pivetta foca na administração geral, Fagundes prioriza a fiscalização e a saúde, e Natasha concentra esforços na educação. O combate à violência contra a população LGBTQIA+ também foi pauta, com propostas distintas de inclusão e proteção social.
A esfera econômica também trouxe novidades, como o patrimônio declarado pela empresária Marina Antunes Cândida e Figueiredo (PSDB), candidata ao Senado por Alagoas. Com um montante avaliado em R$ 47,04 milhões, a maior parte de seus bens está concentrada em participações societárias, superando R$ 42 milhões.
Na infraestrutura, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) oficializou a rescisão unilateral dos contratos com os consórcios responsáveis pelas obras da MT-170, antiga BR-174. As empresas foram multadas em R$ 7,2 milhões devido ao descumprimento de prazos e falhas na execução do projeto, que se arrasta desde 2014.
Por fim, o ex-governador Silval Barbosa buscou uma nova alternativa para quitar os débitos de sua colaboração premiada, oferecendo ao STF sua cobertura de luxo em Cuiabá, avaliada em R$ 8 milhões. O ex-gestor, que se comprometeu a devolver mais de R$ 70 milhões aos cofres públicos, apresentou propostas de pagamento que incluem a dação de imóveis e a compensação de valores já quitados, aguardando agora a análise do ministro Dias Toffoli.
No âmbito policial, a Operação Falso Sorriso revelou um esquema de desvio de cerca de R$ 100 mil em uma clínica odontológica de Cuiabá. A suspeita, uma ex-funcionária administrativa, teria manipulado o sistema financeiro da empresa para desviar pagamentos de clientes para contas pessoais, sendo descoberta após uma das vítimas denunciar o pagamento direto via Pix.
Fonte: midianews.com.br