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Caso Zampieri: Defesa de coronel alega inocência e cita

caso Zampieri: Defesa do coronel Etevaldo Caçadini nega financiamento da morte de Roberto Zampieri e critica condução do processo. Confira os detalhes agora.

caso Zampieri — A defesa do coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas reiterou, nesta terça-feira (29), a tese de inocência do militar no processo que investiga o assassinato do advogado Roberto Zampieri. O grupo jurídico, composto pelos advogados Eduardo Polidorio, Jayme Rodrigues Carvalho Junior e Sarah Quinetti Pironi, manifestou preocupação com a condução do caso antes da retomada do Tribunal do Júri.

Defesa de coronel contesta acusações no caso Zampieri

Durante as declarações, a advogada Sarah Quinetti Pironi estabeleceu um paralelo entre a figura do advogado assassinado e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a defesa, o caso envolveria diálogos que não foram devidamente expostos à sociedade, sugerindo que Zampieri atuaria de forma similar ao que chamou de "Vorcaro de Cuiabá".

Além disso, O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) sustenta que Caçadini foi o financiador do homicídio, ocorrido em 5 de dezembro de 2023, na capital mato-grossense. Além do militar, figuram como réus no processo:

Antônio Gomes da Silva, apontado como o executor do crime; Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de contratar o atirador e fornecer a arma; O coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, denunciado por repassar R$ 40 mil para a execução. A defesa contesta veementemente a participação do coronel, afirmando que ele nunca esteve envolvido no financiamento do delito. Os advogados destacam que o militar colaborou com a Justiça ao longo de quase três anos de prisão e não possui antecedentes que desabonem sua conduta.

Portanto, Eduardo Polidorio reforçou que a estratégia permanece focada na absolvição. O advogado expressou apreensão com irregularidades que, segundo ele, permeiam o Judiciário e afirmou que a defesa deseja o encerramento célere do processo, negando qualquer intenção de adiar o julgamento.

Por outro lado, Jayme Rodrigues Carvalho Junior classificou a investigação policial como precipitada e carente de fundamentos sólidos. O advogado acredita que o Tribunal do Júri será o foro adequado para restabelecer a verdade sobre os fatos ocorridos em Cuiabá.

Sobre o ataque hacker que afetou os sistemas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) às vésperas do júri, a defesa minimizou o impacto técnico. Sarah Quinetti Pironi argumentou que, como as partes já possuem cópias dos autos, o incidente não deveria servir de pretexto para novos adiamentos.

Esta é a segunda tentativa de realizar o julgamento dos três réus. A primeira sessão, iniciada em 28 de julho, foi dissolvida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, após um jurado apresentar problemas de saúde, o que forçou o reagendamento.

O crime ocorreu no bairro Bosque da Saúde, quando Zampieri deixava seu escritório em um Fiat Strada. O autor dos disparos efetuou dez tiros contra a vítima. O caso desencadeou desdobramentos sobre supostas negociações de decisões judiciais, embora tais apurações sigam em esferas distintas da ação penal principal. Para mais informações, acompanhe as últimas notícias .

Fonte: rdnews.com.br