Exportações de petróleo do Médio Oriente crescem em setembro
As exportações de petróleo do Médio Oriente sobem e o tráfego de GNL no Estreito de Ormuz dá sinais de retomada. Confira agora os detalhes do mercado.
As exportações de petróleo do Médio Oriente registraram um aumento significativo em setembro, alcançando o patamar mensal mais elevado desde o início do conflito no Irã, há sete meses. Segundo dados preliminares da Kpler, o volume regional atingiu 16,3 milhões de barris por dia. Embora expressivo, o número ainda está 3,2 milhões de barris abaixo dos 19,5 milhões registrados em fevereiro.
Dinâmica das exportações de petróleo do Médio Oriente
A Arábia Saudita foi o principal motor dessa alta, dobrando suas exportações de 2,45 milhões de barris em agosto para cerca de 5,4 milhões em setembro. O fluxo através do Estreito de Ormuz deve atingir 9,7 milhões de barris diários. Esse movimento ocorre após danos no oleoduto Este-Oeste, que forçaram o país a redirecionar o envio de petróleo pelos terminais do Golfo.
Além disso, o tráfego de navios de GNL ligados ao Catar voltou a ser registrado no Estreito de Ormuz após um mês de ausência. Contudo, a normalização das exportações ainda enfrenta obstáculos. A QatarEnergy prorrogou suspensões de entrega para diversos clientes na Europa e na Ásia, mantendo o estado de força maior.
A situação impacta diretamente o mercado global. A empresa Edison, por exemplo, recebeu avisos de prorrogação até dezembro, resultando em:
Cancelamento de seis cargas adicionais para o terminal Adriatic LNG, na Itália. Total de 35 cargas não entregues desde o início de abril. Substituição de 23 dessas cargas por suprimentos provenientes dos Estados Unidos. A força maior permite que empresas suspendam obrigações contratuais diante de eventos incontroláveis. O cenário de instabilidade iniciou-se após ataques conjuntos de EUA e Israel ao Irã em 28 de fevereiro. Desde então, o tráfego na região sofreu quedas drásticas devido aos ataques a navios comerciais.
Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou uma proposta iraniana para reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar os combates. A oferta, mediada pelo Catar, buscava uma trégua de sete dias. Por outro lado, o parlamento iraniano reforçou que nenhuma infraestrutura regional estará segura enquanto a segurança do Irã não for garantida.
Dados de monitoramento indicam que navios como o GasLog Skagen e o Al Ghashamiya já realizam operações de transporte de GNL. Entretanto, o número total de travessias permanece incerto, pois muitas embarcações desligam seus sistemas de localização por segurança. Para mais atualizações, acesse a nossa categoria de notícias.
O Catar, que depende exclusivamente do Estreito de Ormuz para exportar, viu suas remessas caírem de 509 cargas para apenas 18 nos primeiros seis meses de guerra. O ministro da Energia, Saad Sherida Al-Kaabi, descartou a construção de um gasoduto alternativo por inviabilidade econômica. Além disso, ataques a Ras Laffan reduziram a capacidade produtiva do país em 17%, com reparos estimados em três anos.
Fonte: pt.euronews.com