Gato-mourisco é flagrado em registro raro no Pantanal
Um raro registro de um gato-mourisco, também conhecido como jaguarundi, surpreendeu especialistas no Pantanal. Confira agora os detalhes deste flagrante.
Um gato-mourisco , também identificado como jaguarundi, protagonizou uma cena incomum ao ser fotografado às margens de um rio em Porto Jofre, no Pantanal mato-grossense. O animal, caracterizado por seu corpo esbelto e pelagem escura, foi registrado pelo líder de expedições Andres Novales. O comportamento do felino chamou a atenção, pois ele permaneceu no local mesmo com a aproximação de uma embarcação.
O comportamento do gato-mourisco
Especialistas destacam que o gato-mourisco possui hábitos ariscos e predominantemente noturnos, o que torna registros fotográficos dessa natureza extremamente desafiadores. Segundo Rogério Vieira Rossi, professor do Instituto de Biociências da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a tendência natural desses animais é fugir ao perceberem qualquer presença humana.
Andres Novales, autor das imagens, relatou que já avistou a espécie diversas vezes na América Latina, mas raramente conseguiu capturá-la em fotos. Durante a expedição em Porto Jofre, o guia inicialmente confundiu o animal com uma lontra-neotropical, devido à distância. Ao se aproximar, percebeu que se tratava de um encontro raro com um felino em momento de descanso.
Apesar de sua ampla distribuição geográfica, a espécie enfrenta sérios riscos de sobrevivência. Confira abaixo o status de conservação do animal:
Classificado como quase ameaçado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Considerado vulnerável pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) no Brasil. Apresenta densidade populacional muito baixa, com estimativa de 1 a 5 indivíduos a cada 100 quilômetros quadrados. O professor Rogério Rossi esclarece que a presença do felino em áreas abertas, como plantações de eucalipto ou cana-de-açúcar, pode gerar uma falsa percepção de abundância. Contudo, o especialista reforça que o animal utiliza essas áreas apenas para trânsito, dependendo estritamente da vegetação nativa para abrigo e alimentação.
Portanto, a fragmentação do habitat é o principal fator de risco para a espécie. O avanço do desmatamento, as queimadas e a expansão de pastagens impactam diretamente a sobrevivência desses felinos. Para mais informações sobre a fauna regional, acompanhe as últimas notícias em nossa categoria de meio ambiente.
Além da perda de habitat, a caça e os atropelamentos em rodovias próximas a áreas de mata também contribuem para a redução populacional. A preservação de corredores ecológicos e de áreas de vegetação nativa permanece como a medida mais eficaz para evitar a extinção local do gato-mourisco em diversas regiões do país.
Fonte: midianews.com.br