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Gilmar Mendes defende Gonet e critica André Mendonça no STF

O ministro Gilmar Mendes defende Gonet após exposição no Caso Master e critica duramente André Mendonça. Confira agora os detalhes desta polêmica.

Gilmar Mendes defende Gonet — O ministro Gilmar Mendes , integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou forte desaprovação quanto à exposição pública do procurador-geral da República, Paulo Gonet. O episódio ocorreu após o levantamento do sigilo de um relatório da Polícia Federal relacionado ao chamado Caso Master. O magistrado utilizou a rede social X para defender a conduta de Gonet, assegurando que as conversas extraídas do celular de Daniel Vorcaro, do Banco Master, não apresentam qualquer indício de ilicitude.

Gilmar Mendes defende Gonet e questiona imparcialidade

Para o ministro decano, a gravidade do ocorrido foi ampliada pelo fato de que o próprio relator do caso, o ministro André Mendonça, admitiu em plenário, na última terça-feira (15/9), que não havia elementos contra o procurador-geral. Diante disso, Gilmar questionou a necessidade da exposição pública. Segundo ele, o dano causado à reputação de Gonet é irreparável, mesmo com uma retratação posterior em sessão oficial.

Gilmar Mendes enfatizou que Paulo Gonet possui uma trajetória marcada pela lisura e uma reputação ilibada, reconhecida por diversos setores da sociedade. O ministro argumentou que reparos tardios não possuem o poder de desfazer os efeitos negativos gerados por manchetes e pela exposição precoce. Além disso, ele criticou a postura de Mendonça ao compartilhar um vídeo nas redes sociais agradecendo o apoio popular recebido durante o caso.

Na visão de Gilmar, a publicação de Mendonça sugere uma tentativa de obter dividendos políticos com o episódio. Ele questionou o sentido de celebrar o apoio a uma iniciativa que, na prática, não possuía fundamento contra o PGR. Dessa forma, o ministro classificou o comportamento como incompatível com a postura esperada de um magistrado imparcial, utilizando termos como "boneco de campanha" e "pixuleco eleitoral" para descrever o colega.

O ministro traçou um paralelo entre este caso e as práticas adotadas durante a Operação Lava Jato. Segundo ele, a estratégia de utilizar vazamentos seletivos para gerar repercussão antes do julgamento era um método comum de integrantes da força-tarefa, como Deltan Dallagnol e Sergio Moro. Para conferir mais detalhes sobre o cenário jurídico atual, acompanhe as últimas notícias em nossa plataforma.

Os pontos principais levantados pelo ministro incluem:

A ausência de provas de ilícitos nas conversas de Daniel Vorcaro. O dano reputacional causado pela exposição indevida de Paulo Gonet. A semelhança entre o método de vazamentos e as práticas da Lava Jato. O questionamento sobre a motivação política por trás da divulgação dos dados. Gilmar Mendes destacou que essa estratégia de vazamentos seletivos prejudica o exercício do direito de defesa e compromete a presunção de inocência. Ele também questionou o momento da divulgação das informações sigilosas. O ministro comparou o levantamento do sigilo, ocorrido às vésperas do 7 de Setembro de 2026, com episódios semelhantes que ocorreram próximos a períodos eleitorais no passado.

Ao encerrar sua manifestação, o ministro prestou solidariedade a Paulo Gonet. Ele afirmou que o Brasil e suas instituições são devedores da coragem, da seriedade e da correção demonstradas pelo procurador-geral da República. Portanto, o debate sobre os limites da atuação judicial e a preservação da honra de figuras públicas permanece no centro das atenções do Judiciário brasileiro.

Fonte: rdnews.com.br