Justiça mantém prisão de acusados pela morte do advogado Rob
O juiz José Mauro Nagib Jorge negou a liberdade aos três réus acusados do assassinato de Roberto Zampieri, citando risco de fuga e a gravidade do crime.
O juiz José Mauro Nagib Jorge negou a liberdade aos três réus acusados do assassinato de Roberto Zampieri, citando risco de fuga e a gravidade do crime.
O Poder Judiciário de Mato Grosso decidiu pela manutenção das prisões preventivas de Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, coronel da reserva do Exército, além de Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Antônio Gomes da Silva. O trio é réu no processo que apura o homicídio do advogado Roberto Zampieri, crime ocorrido em dezembro de 2023, na capital mato-grossense.
A determinação foi assinada pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá, especializada em Justiça Militar. O magistrado publicou a decisão nesta quarta-feira (19), após realizar a revisão periódica necessária sobre a situação dos custodiados.
Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual (MPE), a divisão de tarefas entre os envolvidos teria sido clara: Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como o responsável pelo financiamento do assassinato. Já Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria atuado na intermediação entre quem planejou o crime e o executor, enquanto Antônio Gomes da Silva admitiu ter sido o autor dos disparos que tiraram a vida da vítima.
Ao fundamentar a permanência dos réus atrás das grades, o magistrado enfatizou que não surgiram elementos novos que justificassem a alteração da medida cautelar. O juiz reforçou a gravidade concreta da ação criminosa e a necessidade imperativa de manter a ordem pública.
Um ponto central na decisão foi o risco de fuga. O juiz destacou que os três acusados possuem residência fixa em Minas Gerais e teriam se deslocado até Cuiabá com o objetivo exclusivo de cometer o homicídio e, na sequência, tentar garantir a impunidade.
Na visão do magistrado, o modus operandi empregado e a origem dos réus tornam inviável a substituição da prisão por medidas cautelares alternativas. Segundo o texto da decisão, o cárcere é a única forma de assegurar a aplicação da lei penal e a preservação da ordem social.
Além da questão das prisões, o juiz José Mauro Nagib Jorge apreciou solicitações das defesas. Entre os pedidos, estava o acesso integral às mídias digitais que compõem o processo e a necessidade de uma nova intimação para uma testemunha específica.
O magistrado deferiu o acesso às cópias dos arquivos telemáticos e mídias apreendidas, estabelecendo que o procedimento deve seguir protocolos rigorosos de segurança. Da mesma forma, foi autorizada a expedição de um novo mandado para ouvir a testemunha indicada pelos advogados de defesa.
Vale lembrar que o Tribunal do Júri, que inicialmente estava agendado para o dia 28 de julho, precisou ser adiado. O imprevisto ocorreu após um dos jurados apresentar problemas de saúde durante a sessão no Fórum de Cuiabá. Em razão disso, o juiz dissolveu o Conselho de Sentença e remarcou o julgamento para o dia 29 de setembro de 2026, às 9h.
Fonte: midianews.com.br