Limite de estrangeiros: por que o Flamengo votou contra na
O Flamengo votou contra a redução do limite de estrangeiros na CBF. Entenda os motivos do clube e as novas regras para o Brasileirão. Confira agora.
O limite de estrangeiros no futebol brasileiro foi o centro de um debate intenso durante a reunião realizada nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro. O Flamengo, representado pelo presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, foi um dos dois clubes que votaram contra a proposta da CBF para reduzir o número de atletas de fora do país relacionados nas partidas a partir de 2027.
A decisão do clube carioca não foi arbitrária. Durante o encontro, Bap argumentou que a restrição atual de 12 jogos para transferências internas no Brasileirão já limita severamente a capacidade das equipes de buscarem reforços de qualidade. Portanto, o dirigente sugeriu que essa regra também fosse discutida, mas a CBF recusou o pedido por não constar na pauta original.
Entenda a posição do Flamengo sobre o limite de estrangeiros
Como forma de protesto pela falta de abertura para debater a flexibilização das transferências, o presidente rubro-negro optou por votar contra a redução de estrangeiros e o aumento gradual da inscrição de jovens. Além disso, o dirigente criticou a forma como a entidade conduziu o processo, classificando as medidas como impostas de "cima para baixo" e sem aviso prévio.
Atualmente, o elenco do Flamengo conta com 10 jogadores estrangeiros, incluindo nomes como Rossi, Varela, De la Cruz, Pulgar e Arrascaeta. A proposta aprovada pela maioria dos clubes estabelece um cronograma de transição para o uso de atletas internacionais:
2027: Redução para oito estrangeiros por partida. 2028 e 2029: Continuidade da redução gradual. 2030: Limite final de apenas cinco estrangeiros por jogo. Além da questão dos estrangeiros, a CBF aprovou uma nova diretriz para fomentar a base. A partir do próximo ano, os clubes poderão inscrever 50 atletas no Brasileirão, sendo que, no mínimo, 20 deles deverão ter até 23 anos. A meta é que, até 2030, o elenco seja composto por 25 jogadores de idade livre e 25 atletas sub-23.
A entidade justifica a mudança citando a média de idade do Brasileirão, que hoje é de 28,5 anos. Esse índice é superior ao observado em ligas europeias, como a Espanha (27), França (26) e Itália (26,1). Segundo a CBF, essa disparidade impacta negativamente o desempenho dos jogadores no cenário nacional.
Apesar do impasse, a entidade prometeu avaliar a sugestão do Flamengo em futuras reuniões. Um novo encontro entre os clubes e a CBF está agendado para o próximo mês, visando dar continuidade aos debates sobre o futuro do futebol brasileiro. Para acompanhar mais atualizações, acesse a nossa categoria de esportes.
Fonte: ge.globo.com