Direito à habitação: manifestantes denunciam violência no
Manifestantes pelo direito à habitação denunciam ação policial violenta no Porto com dezenas de feridos. Confira agora os detalhes do confronto.
O direito à habitação foi o centro de um confronto tenso na madrugada desta quinta-feira, no Porto, após uma intervenção policial para desmobilizar um acampamento na Praça D. João I. O Movimento pela Habitação classificou a ação das autoridades como desproporcional e injustificada, relatando dezenas de feridos durante a operação de retirada dos manifestantes.
Segundo o grupo, a manifestação mantinha um caráter pacífico desde o início. O movimento informou que 37 pessoas ficaram feridas, sendo que duas delas precisaram ser encaminhadas a uma unidade hospitalar devido à gravidade dos ferimentos. Além disso, os Bombeiros Voluntários do Porto prestaram assistência a oito pessoas em seu quartel, localizado nas proximidades do local do protesto.
Confronto pelo direito à habitação no Porto
Leonor Figueiredo, representante do movimento, afirmou que a polícia agiu sem justificativa, interpretando a ação como um cumprimento da promessa do autarca Pedro Duarte de ser implacável contra acampamentos na cidade. Por outro lado, a PSP do Porto justificou a intervenção alegando a necessidade de uma atuação mais firme após os manifestantes ignorarem ordens para cessar o ruído e remover as tendas.
A força policial relatou que alguns participantes ofereceram resistência, dificultando o trabalho dos agentes. Um policial também ficou ferido e precisou de atendimento médico. A corporação confirmou que registrará um auto de notícia para o Ministério Público, incluindo o material audiovisual captado durante o incidente.
O histórico do protesto inclui os seguintes pontos:
Manifestantes ocupavam a praça desde sábado, dormindo ao relento após a remoção de tendas anteriores pela autarquia. Uma assembleia popular na quarta-feira decidiu pela manutenção do protesto e pela montagem de novas tendas. O movimento afirma possuir autorização legal para a manifestação até o próximo dia 20. Pedro Manuel, porta-voz do grupo, descreveu que a polícia utilizou veículos de limpeza por volta das 2h00 para dispersar as pessoas. Ele sustenta que, após uma breve retirada, as autoridades retornaram às 3h00 e iniciaram uma ação que classificou como brutal. O porta-voz reforçou que os manifestantes formaram cordões humanos pacíficos para proteger o direito de protestar.
O presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, defendeu a postura das forças de segurança. Segundo o autarca, a polícia foi forçada a agir devido à atitude provocatória dos presentes. Ele reiterou que, embora o direito à manifestação seja legítimo, ele não pode se sobrepor ao cumprimento da lei, destacando que a Praça D. João I não é um local destinado a acampamentos.
Em Bruxelas, o primeiro-ministro Luís Montenegro manifestou confiança na atuação das forças policiais. O chefe de governo defendeu que as autoridades agem com base nos princípios da necessidade e proporcionalidade. Montenegro também descartou qualquer cenário de instabilidade social em Portugal, diferenciando a situação atual de outros países europeus que enfrentam maior conflitualidade.
Para mais atualizações sobre este e outros temas, acompanhe a nossa categoria de notícias. O caso segue sob análise das autoridades competentes, enquanto o movimento mantém a discussão sobre a crise habitacional no país.
Fonte: pt.euronews.com