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Maré negra atinge praias dos Emirados Árabes Unidos após

Uma maré negra atinge praias dos Emirados Árabes Unidos após ataques a petroleiros. Confira agora os detalhes sobre o impacto ambiental e o conflito.

Uma maré negra atinge praias dos Emirados Árabes Unidos após um vazamento de petróleo provocado por um petroleiro na costa do país. O incidente ocorre em um momento de alta tensão, com o aumento constante de ataques a embarcações no Golfo Pérsico devido ao conflito envolvendo o Irã.

O Ministério das Alterações Climáticas e do Ambiente dos Emirados confirmou que o derramamento impactou o litoral de Umm Al Quwain, localizado ao norte de Dubai. As autoridades locais agiram prontamente para conter os danos ambientais. Além disso, as praias da região foram interditadas para garantir a segurança da população.

Impactos da maré negra atinge praias dos Emirados Árabes Unidos

Moradores de áreas ao norte do país relataram nas redes sociais a presença de odores fortes de combustível nos últimos dias. O problema chegou a ser sentido inclusive em bairros situados ao norte de Dubai, evidenciando a extensão do vazamento. As equipes de limpeza seguem trabalhando para mitigar os efeitos da poluição no ecossistema marinho.

O cenário de instabilidade na região é agravado pela frequência de ataques a navios próximos ao Estreito de Ormuz. Esta via marítima é o epicentro de uma disputa estratégica entre o Irã e os Estados Unidos. Confira mais notícias da categoria sobre o conflito no Oriente Médio.

Entre os episódios recentes, destacam-se:

O ataque ao petroleiro GEM NO.2, sob bandeira panamiana, atingido por um projétil em 9 de outubro. A atuação da agência de segurança marítima UKMTO no monitoramento de incidentes na costa dos Emirados. A declaração da Guarda Revolucionária do Irã sobre o bloqueio de rotas consideradas não autorizadas. Antes do início das hostilidades, cerca de 20% do petróleo mundial transitava pelo Estreito de Ormuz. Atualmente, tanto Teerã quanto Washington impuseram restrições na área. O Irã tem visado navios de carga que navegam pela seção sul da rota marítima, gerando incertezas no mercado global de energia.

Contudo, o direito marítimo internacional não confere ao Irã autoridade para restringir a passagem pelo estreito. A navegação na área é protegida pela Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que garante o trânsito livre. Os Emirados Árabes Unidos permanecem em alerta, situados a poucos quilômetros do ponto mais estreito da via.

Fonte: pt.euronews.com