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Marrocos elege novo parlamento entre esperança e desafios

Marrocos elege novo parlamento: Os marroquinos votam para o novo parlamento em meio a desafios econômicos e preparativos para o Mundial de 2030. Confira.

Marrocos elege novo parlamento — Os eleitores marroquinos compareceram às urnas nesta quarta-feira para escolher os representantes do novo parlamento. O pleito ocorre em um cenário marcado por expectativas de crescimento econômico, mas também por preocupações crescentes com o custo de vida e a desigualdade social. O próximo governo terá a responsabilidade estratégica de preparar o país para sediar o Mundial de 2030, em parceria com Espanha e Portugal.

Marrocos elege novo parlamento e busca soluções para crises

Além da organização do evento esportivo global, o futuro executivo precisará lidar com demandas urgentes da população. Entre os problemas mais citados pelos cidadãos estão as taxas de desemprego, os baixos salários e as deficiências nos setores de habitação, saúde e educação. Cerca de 16 milhões de eleitores estão aptos a votar para preencher as 395 cadeiras da Câmara dos Representantes.

A disputa envolve mais de 7.000 candidatos distribuídos por 28 partidos e alianças políticas. Conforme a Constituição, o rei nomeará o primeiro-ministro a partir da legenda mais votada. Como a maioria absoluta é improvável, o vencedor deverá negociar a formação de um governo de coalizão. O monarca, contudo, mantém o controle sobre pastas estratégicas, como Defesa e Negócios Estrangeiros.

A economia do reino apresenta dinamismo e atrai investimentos estrangeiros, consolidando o país como um dos destinos turísticos mais visitados da África. Entretanto, o desenvolvimento permanece desigual. Dados indicam que 12,7% da população vive em situação de pobreza relativa, e o crescimento econômico atual não tem sido suficiente para absorver a mão de obra jovem.

Os principais partidos na disputa incluem:

RNI (Reagrupamento Nacional de Independentes): Liderado por Mohamed Chouki, foca em propostas pró-empresas e geração de empregos. PAM (Partido Autenticidade e Modernidade): Destaca-se com propostas de isenção fiscal para salários menores e habitação para jovens. Istiqlal: Foca na melhoria dos serviços públicos, especialmente no atendimento hospitalar. PJD (Partido Justiça e Desenvolvimento): Busca retornar ao poder com um discurso de redução das disparidades regionais. A campanha eleitoral foi intensa, com promessas de criação de até 1 milhão de empregos nos próximos cinco anos. O RNI, que liderou a coalizão governante anterior, propôs um salário mínimo mensal de 5.000 dirhams. Por outro lado, o PAM apresenta Fatima-Zahra Mansouri como uma possível candidata à chefia do governo, o que seria um marco histórico para o país.

O sistema eleitoral marroquino utiliza listas partidárias, sendo 305 mandatos definidos em círculos locais e 90 reservados exclusivamente para mulheres em listas regionais. A ausência de sondagens eleitorais torna o resultado imprevisível. Os eleitores residentes no exterior enfrentam dificuldades, pois precisam viajar ao país para exercer o voto, já que não há votação consular.

Após o fechamento das urnas, a contagem dos votos será iniciada imediatamente. A expectativa é que os resultados preliminares sejam divulgados já na quinta-feira. Para mais informações sobre o cenário político internacional, acompanhe a nossa categoria de notícias globais.

Fonte: pt.euronews.com