Mulher de 29 anos é presa em Confresa após confessar assassi
Uma mulher foi detida em flagrante em Confresa após confessar ter matado a sogra, Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, alegando ter sofrido um surto psicótico.
Uma mulher foi detida em flagrante em Confresa após confessar ter matado a sogra, Maria Aparecida da Silva, de 53 anos, alegando ter sofrido um surto psicótico.
Uma mulher de 29 anos foi detida em flagrante no último sábado (22), na cidade de Confresa, localizada a 1.160 km de Cuiabá, sob a acusação de ter assassinado a própria sogra, Maria Aparecida da Silva, de 53 anos. O corpo da vítima foi localizado com sinais de violência severa, incluindo ferimentos provocados por golpes de madeira e um fio de extensão elétrica enrolado ao redor do pescoço.
O delegado Daniel Moura, que conduz as investigações sobre o caso, concedeu entrevista ao programa Cadeia Neles e detalhou o cenário do crime. Segundo o policial, a suspeita mantinha um relacionamento com o filho da vítima, união que atravessava um período de instabilidade e conflitos conjugais.
Em seu depoimento, a detida alegou que o crime teria sido motivado por um surto. De acordo com o relato do filho da vítima às autoridades, a mulher já demonstrava instabilidade emocional há algum tempo, chegando a mencionar o desejo de tirar a própria vida e de ferir os filhos do casal.
O delegado reforçou que o histórico da suspeita indicava a presença de transtornos psicológicos. "O filho da vítima confirmou que ela já manifestava intenções preocupantes. Ela relatou que, em um momento de desequilíbrio, ao chegar à residência da sogra, acabou perdendo o controle e cometendo o ato", explicou a autoridade policial.
Apesar da gravidade do ocorrido, as investigações apontam que a relação entre nora e sogra era considerada harmoniosa. A vítima, inclusive, oferecia suporte emocional à suspeita durante as crises no casamento, especialmente após a descoberta de que o filho de Maria havia se envolvido em um relacionamento extraconjugal.
Segundo o delegado, não havia qualquer desavença aparente que justificasse tamanha violência. "A sogra sempre foi uma figura de apoio. Não existia um motivo concreto para que essa barbaridade ocorresse, já que a vítima a ajudava constantemente", pontuou Moura.
A dinâmica do crime foi reconstruída pela polícia com base na confissão da suspeita. Na manhã de sábado, ela se dirigiu à residência de Maria Aparecida e aguardou na varanda até que a sogra aparecesse. Assim que a vítima surgiu, foi surpreendida por um ataque repentino com um pedaço de madeira.
Após a vítima cair ao solo, a agressora utilizou um fio de tomada que estava nas proximidades para concluir o homicídio. A brutalidade do ataque chocou os moradores da região de Confresa.
Diante dos fatos apurados, a mulher deverá responder por homicídio qualificado. A tipificação do crime considera o motivo torpe e o uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, agravando a situação jurídica da acusada perante o Poder Judiciário.
Fonte: rdnews.com.br