Natasha Slhessarenko busca associar Pivetta a Wellington e d
Durante debate eleitoral, a candidata Natasha Slhessarenko criticou a gestão estadual e tentou vincular o governador Otaviano Pivetta ao senador Wellington Fagu
Durante debate eleitoral, a candidata Natasha Slhessarenko criticou a gestão estadual e tentou vincular o governador Otaviano Pivetta ao senador Wellington Fagundes.
Durante o terceiro bloco do debate entre os postulantes ao governo de Mato Grosso, realizado nesta terça-feira (18) pela Rádio Centro América (99.1), a médica Natasha Slhessarenko (PSD) adotou uma postura incisiva ao tentar associar a imagem do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição, à do senador Wellington Fagundes (PL). Apresentando-se como uma alternativa de terceira via, a candidata não poupou críticas e afirmou abertamente torcer pela derrota de ambos os adversários.
Natasha justificou seu posicionamento afirmando que pretende pautar sua gestão pelo respeito ao erário público. Entre suas propostas, destacou a obrigatoriedade de que os secretários de primeiro escalão apresentem anualmente suas declarações de imposto de renda, medida que, segundo ela, visa eliminar oportunidades para atos de corrupção. O evento foi mediado pelo jornalista Thiago Terciotty e contou com transmissão simultânea pelo portal Primeira Página.
O debate, que teve temas definidos por sorteio, reservou momentos de tensão quando o assunto foi o fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social. Natasha questionou diretamente Pivetta sobre suas estratégias para reduzir a desigualdade social, acusando-o de ter negligenciado a população mais pobre ao longo dos últimos sete anos. A candidata também mencionou o episódio envolvendo o ex-governador Mauro Mendes, principal aliado de Pivetta, que foi visto consumindo carne folheada a ouro em Nova Iorque.
Em sua defesa, Pivetta argumentou que o estado registrou avanços significativos sob sua administração, com foco especial no desenvolvimento das regiões do interior. Nos instantes finais de sua fala, Natasha direcionou suas críticas a Wellington Fagundes. Ela expressou o desejo de que o senador não obtenha sucesso nas urnas para evitar que Mauro Carvalho, ex-chefe da Casa Civil e citado na operação Heritage, assuma uma cadeira no Senado como primeiro suplente do parlamentar.
Além de criticar a possível ascensão de Carvalho, a candidata pediu publicamente que Pivetta se comprometa a não reconduzir o ex-secretário a cargos de gestão caso seja reeleito. Ao abordar questões de saúde mental, Pivetta relatou ter enfrentado o problema pessoalmente e defendeu o aumento de repasses aos municípios para ações preventivas. Wellington Fagundes, por sua vez, aproveitou a oportunidade para alfinetar o governador, ironizando que as propostas de Pivetta teriam funcionado apenas em Lucas do Rio Verde, onde foi prefeito, enquanto ele possui reconhecimento em todo o território mato-grossense.
O senador também atacou o slogan de campanha de Pivetta, associando a gestão atual a obras mal executadas. O governador rebateu, alegando que Wellington evitou o debate temático por falta de propostas concretas. Quando questionada por Wellington sobre a descentralização da saúde, Natasha defendeu a realização de concursos públicos para suprir o déficit de servidores no setor. O senador, em sua réplica, mencionou a transmissão de doenças de animais para humanos, embora não tenha detalhado quais enfermidades seriam essas.
Ao final do bloco, Natasha reforçou seu compromisso ético, declarando que não permitirá desvios de recursos públicos, citando supostos casos de corrupção que teriam prejudicado a população na atual gestão. Nas considerações finais, a candidata reiterou sua plataforma de renovação política. O senador Wellington Fagundes aproveitou o momento para informar que solicitou a impugnação da candidatura de Pivetta, alegando possíveis irregularidades, enquanto o governador pediu um novo mandato para dar continuidade ao trabalho realizado nos últimos sete anos.
Vale ressaltar que a emissora responsável pelo debate convidou apenas três dos seis candidatos ao Palácio Paiaguás, seguindo critérios de representatividade definidos pela organização para o confronto direto de ideias.
Fonte: rdnews.com.br