Naufrágio de ferry em Chipre: mortes sobem para 12
O naufrágio de ferry em Chipre deixou 12 mortos e 16 desaparecidos. Equipes de resgate seguem com buscas intensas. Confira agora os detalhes.
O naufrágio de ferry em Chipre atingiu um novo patamar trágico após a confirmação de que o número de mortos subiu para 12. Equipes de salvamento localizaram os corpos de duas mulheres na costa norte da ilha, conforme informaram as autoridades locais nesta semana.
O acidente envolveu a embarcação FiloJet, que realizava o trajeto entre Kyrenia, em Chipre, e Taşucu, na Turquia. No dia 30 de agosto, o navio começou a inundar a cerca de 6 km da costa cipriota antes de submergir completamente.
Detalhes do naufrágio de ferry em Chipre
No momento do incidente, o ferry transportava 259 passageiros e oito tripulantes. Uma grande operação de busca e resgate foi iniciada imediatamente após o alerta de socorro. Até o momento, 239 pessoas foram resgatadas com vida pelas equipes de emergência.
O primeiro-ministro da autoproclamada República Turca do Norte de Chipre, Ünal Üstel, confirmou a recuperação dos corpos através de uma rede social. Ele destacou o empenho contínuo das forças de segurança na região. Confira outras últimas notícias sobre o caso:
16 pessoas permanecem desaparecidas após o naufrágio. As buscas ocorrem ininterruptamente, 24 horas por dia. O capitão e outros envolvidos foram detidos por suspeita de homicídio culposo. Além disso, o Ministério da Defesa turco informou que sete navios e seis aeronaves participam da força-tarefa. As operações focam na linha costeira e na área onde a embarcação afundou. O TCG Işın localizou os destroços a 550 metros de profundidade.
Para auxiliar na inspeção do fundo do mar, as autoridades utilizaram um veículo operado remotamente (ROV). Esse equipamento, pertencente ao navio TCG Alemdar, possui capacidade de operar em profundidades de até 3.000 metros. Portanto, o suporte tecnológico tem sido fundamental para o avanço das investigações.
Vale lembrar que Chipre vive uma divisão política desde 1974. O cenário foi estabelecido após um golpe militar apoiado pela Grécia, seguido por uma invasão de forças turcas. Esse contexto geopolítico complexo acompanha as operações de resgate na região.
As autoridades garantem que o apoio da República da Turquia permanece firme. Todas as unidades relevantes continuam mobilizadas para localizar os desaparecidos. A investigação sobre as causas técnicas do naufrágio segue em paralelo aos trabalhos de busca.
Fonte: pt.euronews.com