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Operação Cathedra Venalis mira vereadores em Cuiabá e VG

A Operação Cathedra Venalis investiga vereadores de Cuiabá e Várzea Grande por corrupção. Confira os detalhes da ação do Gaeco agora.

A Operação Cathedra Venalis , deflagrada na manhã desta terça-feira (20), colocou sob investigação 15 vereadores de Cuiabá e Várzea Grande. A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apura denúncias de corrupção e irregularidades na eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal várzea-grandense.

Entre os alvos da operação estão presidentes dos Legislativos municipais e outros agentes públicos. As autoridades cumprem 30 mandados de busca e apreensão, abrangendo endereços residenciais, veículos e locais de trabalho dos investigados em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães.

Investigação da Operação Cathedra Venalis

Além disso, O Gaeco investiga a possível existência de uma organização criminosa voltada para a prática de crimes contra a Administração Pública. A apuração busca reunir provas sobre condutas ilícitas que teriam ocorrido durante o processo de escolha da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande. Confira mais notícias da categoria .

A lista de investigados em Várzea Grande inclui nomes de destaque no cenário político local:

Wanderley Cerqueira (MDB), atual presidente da Câmara; Lorineide Aparecida Trindade Inha (diretora financeira) e Samir Japonês (secretário legislativo); Vereadores como Gisa Barros (Podemos), Rogerinho da Dakar (PSDB), Raul Curvo (Republicanos) e outros parlamentares da base. Portanto, Em Cuiabá, a operação mira o presidente eleito da Câmara Municipal, Ilde Taques (Podemos), e o vereador Alex Rodrigues (Podemos). As autoridades buscam esclarecer denúncias que envolvem ameaças, extorsão, chantagem e até mesmo suspeitas de cárcere privado.

A suspeita de cárcere privado refere-se a um suposto confinamento organizado por Wanderley Cerqueira em uma chácara. Segundo as investigações, o objetivo seria manter o apoio de 12 vereadores e evitar pressões externas do Poder Executivo antes da votação. Cerqueira venceu o pleito contra Lucas do Chapéu do Sol (PL), aliado da prefeita Flávia Moretti.

A eleição antecipada para o biênio 2027/2028, embora autorizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), foi posteriormente anulada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado atendeu a uma reclamação do vereador Bruno Rios (PL), argumentando que a votação desrespeitou os prazos legais estabelecidos pela Corte superior.

O Gaeco continua os trabalhos de coleta de evidências para robustecer o inquérito. A operação reforça o rigor do Ministério Público no combate a possíveis esquemas de compra de votos e manipulação de cargos legislativos na região metropolitana.

Fonte: midianews.com.br