Os riscos do HPV no público masculino: prevenção e diagnósti
Embora o HPV seja frequentemente associado ao câncer de colo de útero, o vírus também representa sérios riscos à saúde masculina, exigindo atenção e cuidados mé
Embora o HPV seja frequentemente associado ao câncer de colo de útero, o vírus também representa sérios riscos à saúde masculina, exigindo atenção e cuidados médicos.
A disseminação de informações sobre o Papilomavírus Humano (HPV) ainda é insuficiente quando se trata dos impactos específicos na saúde masculina. Enquanto o debate público costuma se concentrar quase exclusivamente no câncer de colo de útero em mulheres, os riscos enfrentados pelos homens permanecem em segundo plano, apesar de o vírus ser capaz de provocar verrugas genitais, lesões penianas, infecções anais e, em quadros de persistência, diversos tipos de câncer.
O HPV é transmitido por meio do contato sexual direto, seja com ou sem penetração, infectando a pele e as mucosas da região genital. Atualmente, a ciência identifica mais de 150 tipos distintos do vírus. Eles são categorizados entre baixo risco — responsáveis por verrugas benignas — e alto risco, que possuem relação direta com lesões pré-cancerosas e tumores malignos.
Entre as áreas do corpo masculino que podem ser afetadas pelo vírus estão o pênis (incluindo glande, corpo e prepúcio), a bolsa testicular, a região perianal e anal. Em situações menos frequentes, o HPV também pode atingir a cavidade oral e a garganta. É fundamental destacar que, embora o uso do preservativo seja uma medida preventiva importante, ele não garante proteção absoluta, uma vez que o vírus pode estar presente em áreas da pele que não são cobertas pelo método de barreira.
Os sintomas mais comuns incluem o surgimento de verrugas genitais, conhecidas como condilomas acuminados, que se apresentam como pequenas elevações na pele, isoladas ou em grupos, com um aspecto semelhante a uma couve-flor. Além disso, podem ocorrer lesões planas ou discretas, acompanhadas de coceira, ardência, desconforto local e, por vezes, mau odor.
Estudos apontam que os tipos de HPV 16, 18, 31 e 33 estão diretamente associados ao desenvolvimento de lesões pré-cancerosas e ao câncer de pênis, ânus ou orofaringe. Por isso, a vigilância médica é indispensável para o diagnóstico precoce e o manejo adequado da infecção.
O diagnóstico em homens é realizado por meio de exame clínico conduzido por um urologista. O especialista pode solicitar procedimentos complementares, como a peniscopia — que utiliza um microscópio para visualização detalhada —, biópsias ou exames laboratoriais de biologia molecular, como o PCR, capazes de detectar e identificar o tipo específico de HPV presente.
Embora não exista uma cura definitiva que elimine o vírus do organismo, o tratamento foca no controle dos sintomas e da carga viral. As abordagens terapêuticas podem incluir o uso de medicamentos tópicos, cauterização química ou elétrica, crioterapia (congelamento da lesão), aplicação de laser ou, em casos específicos, a excisão cirúrgica das lesões.
O acompanhamento médico regular é essencial, dado que o HPV apresenta um alto índice de recidiva. O tratamento ágil e contínuo é a melhor estratégia para evitar complicações mais graves. O alerta é reforçado pelo doutor Walid Khalil, especialista em Urologia e Andrologia, que destaca a necessidade de maior conscientização sobre o tema.
Fonte: midianews.com.br