Vasco: Pedrinho critica negativas para jogar no Maracanã
O presidente do Vasco, Pedrinho, contesta negativas de Fla-Flu para usar o Maracanã na Sul-Americana. Confira agora os detalhes dessa disputa jurídica.
O presidente do Vasco , Pedrinho, voltou a criticar publicamente as negativas de Flamengo e Fluminense para que o clube mande a partida da semifinal da Sul-Americana, contra o Boca Juniors, no Maracanã. O dirigente expressou sua frustração logo após a vitória cruz-maltina por 2 a 1 sobre o Botafogo, em confronto válido pela 29ª rodada do Brasileirão.
Pedrinho argumenta que o clube possui direitos contratuais que estão sendo ignorados pelos administradores do estádio. Segundo o mandatário, o Vasco tem sido acuado e privado de alternativas viáveis para sediar o importante duelo continental. Atualmente, o caso tramita na Justiça enquanto o clube busca o apoio do Ministério Público para garantir o acesso ao gramado.
Vasco
A prioridade do Vasco seria atuar em São Januário, contudo, o estádio enfrenta restrições de capacidade impostas pela Polícia Militar. A regra vigente exige um público de 30 mil pessoas, sendo que 4 mil lugares devem ser obrigatoriamente destinados aos torcedores do Boca Juniors. Enquanto negocia uma flexibilização com a Conmebol, o clube tenta viabilizar o Maracanã.
A disputa jurídica baseia-se em um acordo assinado no ano passado entre os três clubes cariocas. O documento previa que todos os clássicos entre Vasco, Flamengo e Fluminense, entre abril de 2025 e o final de 2026, deveriam ocorrer no Maracanã. Contudo, a dupla Fla-Flu contesta a validade do termo, alegando ausência de assinatura do consórcio que administra o estádio.
Os principais argumentos utilizados pelos administradores para negar o pedido do Vasco incluem:
Alegada deterioração do gramado devido ao excesso de partidas. Argumento de que o acordo não possui validade jurídica plena. Negativa direta em diálogos formais com a diretoria vascaína. Por outro lado, o Ministério Público aponta em agravo que a conservação do campo não deveria ser um impeditivo. O órgão ressaltou que o Maracanã recebeu jogos com intervalo de apenas 48 horas em nove ocasiões diferentes ao longo de 2026. Pedrinho reforçou que, mesmo sem o contrato, o pedido deveria ser tratado com gentileza, visto que um único jogo não comprometeria a qualidade do piso.
Além da batalha judicial, o clube explorou alternativas em outros estados para evitar problemas com a Conmebol. O Vasco chegou a consultar a Arena da Amazônia, em Manaus, e o Mané Garrincha, em Brasília. A Secretaria de Estado do Desporto e Lazer do Amazonas confirmou que houve uma sondagem oficial por parte da administração vascaína na última segunda-feira.
A defesa do Vasco solicitou urgência ao Judiciário para definir o local da partida. O planejamento logístico, a segurança e a venda de ingressos dependem dessa decisão. O prazo limite para a definição do estádio é o próximo sábado, dia 10 de outubro. Para mais informações sobre o clube, acompanhe a nossa categoria de esportes.
Fonte: ge.globo.com