Polícia Civil deflagra operação contra desvios de R$ 1 milhã
A Operação Mandato Espúrio investiga ex-dirigentes do Imafir por suspeitas de furto, estelionato e falsidade ideológica em movimentações financeiras irregulares
A Operação Mandato Espúrio investiga ex-dirigentes do Imafir por suspeitas de furto, estelionato e falsidade ideológica em movimentações financeiras irregulares.
A Polícia Civil de Mato Grosso iniciou a Operação Mandato Espúrio com o objetivo de cumprir ordens judiciais relacionadas a um esquema de movimentações financeiras ilícitas que teriam lesado o Instituto Mato-Grossense de Feijão, Pulses, Colheitas Especiais e Irrigação (Imafir). As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Cuiabá, apuram crimes de furto qualificado, estelionato e falsidade ideológica.
Os principais alvos da ação são um ex-presidente e o ex-diretor executivo da entidade. Segundo o levantamento policial, o montante desviado supera a marca de R$ 1 milhão. Entre as transações suspeitas, destaca-se uma transferência de aproximadamente R$ 774 mil, enviada diretamente para uma conta pessoal e para uma empresa vinculada ao então diretor executivo. Adicionalmente, foi identificada uma remessa de R$ 270 mil destinada a um escritório de advocacia.
No âmbito da operação, foram cumpridos em Cuiabá dois mandados de busca e apreensão, tanto pessoal quanto domiciliar. A Justiça também autorizou o bloqueio imediato das contas bancárias dos investigados e a suspensão de seus acessos aos sistemas financeiros do Imafir-MT, que atua como vítima no processo e tem colaborado com as autoridades.
O inquérito policial foca em atos de gestão realizados durante um período marcado por intensas disputas judiciais sobre a representação legal da instituição. A suspeita é de que um ex-dirigente tenha efetuado as movimentações financeiras mesmo diante de um acordo homologado e de uma decisão judicial que o impedia de reassumir a presidência ou de praticar atos em nome do instituto.
Conforme detalhado pela Polícia Civil, o cenário investigado envolve alterações estatutárias, conflitos internos pelo controle administrativo e o descumprimento de determinações judiciais que limitavam o poder de gestão. Os indícios apontam que, mesmo sob restrição, foram realizadas transferências patrimoniais expressivas em benefício de pessoas físicas e jurídicas ligadas à administração da época.
Além das buscas, o Poder Judiciário determinou a desativação completa de todos os perfis de acesso, tokens, certificados digitais, assinaturas eletrônicas e demais credenciais utilizadas pelos investigados, incluindo a chamada 'Chave J'. Com essa medida, os envolvidos estão proibidos de autorizar pagamentos, transferências, Pix ou qualquer outra operação bancária em nome do Imafir-MT.
A operação busca apreender documentos, equipamentos de informática, aparelhos celulares e registros contábeis que possam detalhar as contratações, as autorizações bancárias e o destino final dos recursos. Todo o material recolhido passará por perícia técnica para robustecer o conjunto probatório, visando a conclusão do inquérito e o possível indiciamento dos responsáveis.
Fonte: sonoticias.com.br