Policiais militares são punidos por escolta de Deolane
Dois policiais militares foram punidos após atuarem como motoristas de Deolane Bezerra. Confira os detalhes da investigação e a justificativa dos agentes.
Dois policiais militares de Pernambuco foram oficialmente punidos com detenção após uma investigação detalhada revelar que atuavam como motoristas da influenciadora Deolane Bezerra. O caso veio à tona após a prisão da influenciadora no Recife, ocorrida em 4 de setembro de 2024, sob suspeita de envolvimento em lavagem de dinheiro e jogos de azar.
A sindicância administrativa disciplinar, que apurou o exercício irregular de segurança privada, confirmou a conduta dos agentes. Os envolvidos são o 2º sargento Eduardo de Miranda Mendes, lotado no 19º Batalhão, e o 3º sargento Willney Bezerra Matias de Silva, do Batalhão de Polícia Rodoviária.
Punição a policiais militares por escolta irregular
Conforme os autos do processo, os militares realizavam o transporte da influenciadora em diversas cidades pernambucanas. Eles utilizavam armas de fogo da corporação durante os deslocamentos, que ocorriam em horários variados, inclusive durante a madrugada.
Após a deflagração da Operação Integration, os dois sargentos foram conduzidos ao Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri). No local, ambos admitiram que prestavam o serviço de motorista para a influenciadora.
Durante os interrogatórios, os agentes apresentaram justificativas similares para suas condutas:
O sargento Eduardo afirmou que aceitou o convite de um familiar da influenciadora para realizar o apoio. Ambos os militares alegaram que buscavam fazer "networking" para obter promoções futuras na carreira. Os dois policiais negaram ter recebido qualquer tipo de pagamento financeiro pelo serviço prestado. A defesa dos sargentos argumentou que o porte de arma de fogo era necessário para a proteção pessoal dos agentes, mesmo durante seus dias de folga. Contudo, a sindicância entendeu que a prática configurou uma atividade irregular de segurança privada.
O caso gerou repercussão interna na corporação, que mantém rígidas normas sobre o comportamento de seus membros fora do horário de serviço. Para mais informações sobre o caso, acompanhe a nossa categoria de notícias.
Dessa forma, a punição imposta visa manter a disciplina e a ética dentro da Polícia Militar de Pernambuco. Portanto, os desdobramentos administrativos seguem as diretrizes internas da instituição para casos de desvio de conduta. Fique atento às últimas notícias para novas atualizações sobre este processo disciplinar.
Fonte: midianews.com.br