Professora é vítima de golpe envolvendo falso processo judic
Uma professora aposentada de 53 anos perdeu R$ 8,8 mil após ser enganada por criminosos que simularam a liberação de valores de uma ação judicial em Sinop.
Uma docente aposentada, de 53 anos, foi alvo de uma ação criminosa em Sinop, resultando em um prejuízo financeiro de R$ 8,8 mil. O crime, registrado na última segunda-feira (31), envolveu indivíduos que se apresentaram falsamente como representantes de um escritório de advocacia e membros do Ministério Público.
Conforme os detalhes descritos no boletim de ocorrência, a mulher possui um processo judicial em curso desde 2013, que trata de disparidades salariais de servidores municipais. A causa já obteve sentença favorável e encontra-se, atualmente, na etapa de execução.
A abordagem dos golpistas teve início por volta das 17h, quando a vítima recebeu uma mensagem via WhatsApp. O contato utilizava a identidade visual e o nome do escritório de advocacia que, de fato, acompanha a causa da professora, o que conferiu uma falsa aparência de legitimidade à comunicação.
O interlocutor informou à vítima que o montante referente à vitória judicial estaria prestes a ser liberado. No entanto, ele alegou que, para concluir o trâmite, seria indispensável a obtenção de um parecer emitido pelo Ministério Público.
Pouco tempo depois, a professora foi contatada por telefone através de um número com DDD 11. O homem que realizou a chamada solicitou dados bancários sob o pretexto de viabilizar o depósito do valor da causa, orientando a vítima a executar diversas operações pelo seu aparelho celular.
Durante a sequência de instruções, um segundo indivíduo entrou na conversa, identificando-se como um integrante do Ministério Público para reforçar a farsa. Sob pressão e seguindo o passo a passo dos criminosos, a mulher acabou realizando uma transferência via Pix no valor de R$ 8,8 mil para uma conta vinculada a um CNPJ.
A situação só foi interrompida quando o marido da professora, desconfiado da dinâmica da abordagem, alertou a esposa sobre a possibilidade de se tratar de um golpe. Imediatamente, ela encerrou o contato telefônico e buscou orientações junto à Caixa Econômica Federal.
O episódio foi formalizado junto à Polícia Civil como estelionato. As autoridades locais devem conduzir as investigações para identificar os responsáveis pela fraude e o destino dos valores transferidos.
Fonte: sonoticias.com.br