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Reservas financeiras da Fifa são questionadas por Uefa e

Uefa e Concacaf exigem auditoria nas reservas financeiras da Fifa e questionam plano de buscar capital privado. Confira agora os detalhes.

As reservas financeiras da Fifa tornaram-se o centro de uma nova disputa política no futebol mundial. A Uefa e a Concacaf enviaram uma carta formal ao presidente da entidade, Gianni Infantino, exigindo uma revisão detalhada dos cofres da organização. O movimento ocorre após a tentativa frustrada de Infantino em atrair investidores privados para financiar competições.

Segundo informações divulgadas pelo jornal "AS", as duas confederações questionam a real necessidade de buscar capital externo. Elas argumentam que a Fifa possui recursos suficientes para ampliar os repasses às suas 211 associações-membro sem comprometer a saúde econômica da instituição. Atualmente, estima-se que a entidade mantenha cerca de 6 bilhões de dólares em reservas.

Transparência sobre as reservas financeiras da Fifa

A proposta enviada pelas confederações sugere a distribuição de 10 milhões de dólares para cada federação nacional. Esse montante totalizaria um desembolso de aproximadamente 2,1 bilhões de dólares. Mesmo após essa transferência, a Fifa ainda manteria cerca de 1,5 bilhão de dólares em depósitos, valor que supera em 50% a meta de reserva para o ciclo 2023-2026.

Para garantir clareza, as entidades defendem a realização de um estudo independente. Esse levantamento deve considerar os déficits naturais que ocorrem após a realização de uma Copa do Mundo. Dessa forma, será possível determinar com precisão a capacidade real de investimento da organização. Confira mais detalhes na nossa categoria de esportes.

O debate ganha força após o fracasso do plano original de Infantino. O projeto previa a criação de uma empresa para explorar comercialmente torneios como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes. A ideia era vender 20% dessa nova companhia para investidores, visando uma arrecadação de 4,2 bilhões de dólares.

A resistência ao plano foi imediata e contundente:

A Uefa, representando 55 associações, ameaçou boicotar futuras competições da Fifa. A Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também se posicionaram contra a proposta. O projeto foi retirado por Infantino poucos dias após o anúncio oficial. O presidente da Fifa justificou a desistência afirmando que a proposta gerou divisões indesejadas entre os membros. Contudo, a pressão por transparência financeira permanece alta. Portanto, a análise das reservas atuais coloca em xeque a estratégia de buscar parceiros externos no mercado privado.

Acompanhe as últimas notícias sobre a gestão do futebol mundial. A discussão sobre o uso do patrimônio da entidade promete novos capítulos nas próximas reuniões entre as confederações continentais e a cúpula da Fifa.

Fonte: trivela.com.br