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Seleção italiana busca renovação para voltar à Copa do Mundo

Após três ausências em Mundiais, a seleção italiana aposta em novos talentos e raízes africanas. Confira agora os detalhes da renovação da Azzurra.

A seleção italiana inicia nesta sexta-feira, em confronto contra a Bélgica, um novo ciclo focado em retornar à disputa de uma Copa do Mundo. Após sofrer com três eliminações consecutivas nos processos seletivos para 2018, 2022 e 2026, a tetracampeã mundial enfrenta um cenário de desinteresse e ceticismo por parte de seus torcedores. Atualmente, o público local parece mais engajado com o sucesso de atletas de outras modalidades, como o tenista Jannik Sinner e o piloto Kimi Antonelli, do que com o desempenho da Azzurra.

A busca pela renovação na seleção italiana

Em meio a esse clima de desconfiança, o técnico Roberto Mancini reassume o comando da equipe. O treinador, que conquistou a Euro 2021, encara um desafio imediato: o Grupo A1 da Liga das Nações, que inclui seleções de alto nível como Bélgica, França e Turquia. Para este recomeço, Mancini convocou nove estreantes, destacando uma mudança demográfica significativa no elenco.

A nova lista de convocados reflete a transformação social da Itália, que se tornou um destino comum para imigrantes nas últimas décadas. Pela primeira vez, a seleção conta com uma presença expressiva de atletas com raízes africanas. Além disso, o grupo busca oxigenação, já que apenas seis jogadores remanescentes do título europeu de 2021 integram a convocação atual.

Entre as novidades e a composição do elenco, destacam-se pontos fundamentais desta nova fase:

Convocação de nove atletas estreantes, incluindo descendentes de africanos como Kayode, Kouadio, Doumbia e Zoma. Inclusão de Samuele Inácio, jovem de 18 anos do Borussia Dortmund e filho do brasileiro Inácio Piá. Presença de nomes como Honest Anahor e Moise Kean, reforçando a diversidade étnica do time. Necessidade urgente de renovação, dado que muitos jogadores experientes nunca disputaram um Mundial. O processo de reestruturação administrativa também foi conturbado. Após a saída de Maldini e Leonardo, que discordaram de decisões da federação, Claudio Ranieri assumiu como diretor de futebol. Essa instabilidade inicial aumentou a pressão sobre a comissão técnica, especialmente considerando que o torcedor italiano ainda guarda mágoas pelas eliminações recentes para Suécia, Macedônia do Norte e Bósnia.

O aspecto psicológico tornou-se um tema central, embora tratado com discrição pela federação. O atacante Pio Esposito, por exemplo, admitiu publicamente o uso de acompanhamento profissional após a frustração nos playoffs. Especialistas apontam que o medo de falhar pode travar o desempenho dos atletas, tornando essencial o trabalho de inteligência emocional para que a pressão seja convertida em responsabilidade.

Contudo, o assunto ainda é visto como um tabu cultural no país, associado a uma imagem de força inabalável. Enquanto isso, a equipe se prepara para os próximos desafios na Liga das Nações. Para acompanhar os desdobramentos desta trajetória e outras informações, acesse a nossa categoria de esportes.

Fonte: ge.globo.com