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Sexualização no esporte: polêmica com Sydney Sweeney

A atriz Sydney Sweeney é criticada por campanha que reforça a sexualização no esporte. Entenda o impacto desse debate para as atletas. Confira agora.

A sexualização no esporte tornou-se o centro de um intenso debate após a recente campanha publicitária estrelada pela atriz Sydney Sweeney. A artista, que já havia enfrentado polêmicas anteriores em publicidades de moda, agora é alvo de atletas e profissionais da área devido a um anúncio para a plataforma de apostas Novig.

No vídeo de um minuto, divulgado em 9 de setembro, Sweeney aparece utilizando equipamentos esportivos para cobrir partes do corpo. Em uma sequência específica, ela utiliza duas bolas de futebol americano para esconder os seios enquanto desafia o público sobre seus conhecimentos esportivos. A peça publicitária gerou revolta imediata nas redes sociais.

O impacto da sexualização no esporte

Internautas e esportistas apontaram que o conteúdo é machista e misógino, reforçando estereótipos prejudiciais. A ginasta americana Gracie Kramer foi uma das primeiras a se manifestar. Ela publicou um vídeo de seus treinamentos com a legenda: “Não sei o que Sydney Sweeney estava fazendo, mas esta é a aparência das mulheres no esporte”.

A britânica Amy Hunt, tetracampeã europeia, também utilizou sua visibilidade para protestar. Após conquistar o quarto lugar nos 200 metros rasos do Mundial de Atletismo Ultimate, em Budapeste, ela declarou à BBC Sport: “Sydney Sweeney, esta é a aparência das mulheres no esporte”.

Diante da repercussão negativa, a atriz emitiu um comunicado oficial defendendo a peça. Segundo Sweeney, a campanha buscava apenas “abraçar uma ideia divertida” com humor e irreverência. Ela afirmou que o objetivo do conceito era “cortar o ruído” e focar nos esportes, embora o resultado tenha sido interpretado de forma oposta pelo público.

O descontentamento gerou uma onda de protestos digitais. Diversas mulheres utilizaram plataformas como o TikTok para questionar a representação feminina na publicidade esportiva. Os vídeos, acompanhados por músicas como “Training Season” de Dua Lipa, destacam a força e a performance real das atletas.

Entre os principais pontos levantados pelo movimento estão:

A exaltação da resistência física e da performance real das atletas em vez da estética. O questionamento sobre como a mídia molda a percepção pública do corpo feminino. O impacto negativo que a sexualização exerce sobre a permanência de jovens em atividades físicas. Uma influenciadora esportiva destacou um dado alarmante ao criticar a propaganda. Segundo ela, cerca de 64% das meninas abandonam esportes ou atividades físicas por volta dos 14 anos. O principal motivo apontado é o medo do julgamento e a constante sexualização de seus corpos.

Portanto, o caso de Sydney Sweeney transcende a publicidade e toca em um problema estrutural. O debate continua aberto nas últimas notícias sobre o papel da mídia na construção da imagem da mulher atleta. Dessa forma, a discussão reforça a necessidade de representações mais autênticas e respeitosas no setor esportivo.

Fonte: midianews.com.br