Trump declara que Mojtaba Khamenei sobreviveu a ataque, mas
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o aiatolá iraniano Mojtaba Khamenei está vivo, embora gravemente ferido, após ataques ocorridos em fevereiro.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou a sua convicção de que o aiatolá iraniano Mojtaba Khamenei permanece vivo, apesar de ter sofrido ferimentos severos durante a ofensiva que resultou na morte de seu pai. A declaração surge em meio a uma onda de relatos que sugeriam o falecimento do sucessor na liderança do Irã.
Em entrevista ao comentarista conservador Glenn Beck, Trump detalhou sua percepção sobre o estado de saúde do líder iraniano. “Não acredito que ele esteja morto. Ele ficou muito gravemente ferido. O lado esquerdo do corpo, o braço, a perna, tudo. Foi uma lesão muito séria, mas não creio que ele tenha morrido”, afirmou o mandatário norte-americano.
Trump justificou sua avaliação baseando-se na postura adotada pelos negociadores iranianos. Segundo o presidente, se Khamenei estivesse morto, o governo iraniano não continuaria a alegar que precisa consultar o aiatolá para obter aprovações finais em decisões estratégicas, o que, para ele, indica que os representantes do país estão mantendo uma encenação consistente.
Mojtaba Khamenei, de 56 anos, foi designado aiatolá pela Assembleia de Peritos do Irã em 8 de março. Sua nomeação ocorreu poucos dias após a morte de seu pai, Ali Khamenei, em uma operação conjunta entre Estados Unidos e Israel realizada em 28 de fevereiro, evento que deu início ao conflito atual. Desde então, Mojtaba não foi visto em público, nem apareceu em registros de áudio ou vídeo, tendo inclusive faltado às cerimônias fúnebres de seu pai em julho.
Recentemente, a revista The Atlantic reportou, citando fontes ligadas ao governo iraniano, que Teerã vive um clima de incerteza e especulação sobre o paradeiro e a condição de seu líder. Mohammad Hossein Khoshvaght, ex-funcionário e parente de Khamenei, afirmou que o aiatolá teve contato com menos de cinco pessoas desde março, justificando o isolamento com protocolos rígidos de segurança.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, já havia admitido anteriormente que manter contato com Khamenei tornou-se uma tarefa extremamente complexa. Relatos da imprensa norte-americana, baseados em fontes iranianas anônimas, indicam que o aiatolá teria passado por diversas cirurgias nos membros e enfrentaria dificuldades para falar devido a queimaduras graves na face e nos lábios.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, corroborou a tese de que Khamenei sobreviveu, mas estaria provavelmente desfigurado em decorrência dos ataques. Até o momento, o governo de Teerã não emitiu confirmações oficiais sobre o estado de saúde do líder.
Além da situação interna do Irã, Trump comentou sobre o cenário no estreito de Ormuz, assegurando que a passagem está, na prática, aberta ao tráfego. O presidente afirmou que os Estados Unidos têm conduzido diversas embarcações pela região após a remoção de minas. Embora o estreito permaneça formalmente sob restrições impostas por Teerã, a presença naval americana tem sido fundamental para escoltar navios que buscam rotas não autorizadas pelo governo iraniano.
Por fim, Trump reiterou que a pressão militar e econômica sobre o Irã está gerando resultados positivos e prevê uma vitória significativa em breve. O presidente também reforçou sua postura intransigente quanto ao programa nuclear iraniano. “Não podemos permitir que o Irã obtenha armas nucleares. Esse é o cerne da questão. Não podemos permitir, pois são imprevisíveis e as utilizariam”, concluiu, acrescentando que já teria impedido o avanço nuclear do país em duas ocasiões anteriores.
Fonte: pt.euronews.com