Vídeo registra desespero de gado e trabalhadores durante inc
Imagens mostram animais e funcionários fugindo de chamas em propriedade rural de Mato Grosso, estado que enfrenta uma série de incêndios florestais ativos.
Imagens mostram animais e funcionários fugindo de chamas em propriedade rural de Mato Grosso, estado que enfrenta uma série de incêndios florestais ativos.
Um vídeo que circula amplamente nas redes sociais desde a última terça-feira (18) expõe a gravidade da situação enfrentada por produtores rurais em Mato Grosso. Nas imagens, é possível observar dezenas de cabeças de gado tentando escapar de um incêndio de grandes proporções que consome uma propriedade rural no município de Jangada, localizado a 82 km de Cuiabá. Além dos animais, trabalhadores também aparecem em meio ao pânico, buscando refúgio enquanto o fogo avança rapidamente pelo pasto.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) confirmou que Jangada é uma das cidades prioritárias no combate aos incêndios florestais que assolam o estado. Para conter o avanço das chamas na região, a corporação intensificou as operações com o apoio de duas aeronaves e equipes em solo. A estratégia conta ainda com a colaboração de um caminhão-pipa cedido pela prefeitura local e o suporte de equipes da concessionária que administra a BR-364, visando proteger as margens da rodovia.
Atualmente, o CBMMT mantém cinco incêndios sob controle e trabalha ativamente no combate a outros 20 focos espalhados pelo território mato-grossense. A lista de municípios afetados inclui Santo Antônio de Leverger, Itiquira, Guiratinga, Vera, Feliz Natal, Canarana, Matupá, Cláudia, São José do Rio Claro, Nova Mutum, Aripuanã, Poxoréu, Colniza, Novo Santo Antônio e Peixoto de Azevedo.
Em Paranatinga, as ocorrências são tratadas como controladas, sem risco iminente de propagação, estando localizadas nas proximidades da MT-130, da MT-020 e da Terra Indígena Marechal Rondon. Situação semelhante ocorre em Nova Santa Helena, onde um incêndio em área de assentamento federal exigiu a solicitação de apoio do Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman), embora, até o momento, não tenha havido retorno por parte dos órgãos federais.
As operações de combate seguem uma lógica estratégica, priorizando a proteção de vidas, propriedades e a preservação ambiental. Quando necessário, os bombeiros contam com o suporte do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar, garantindo uma resposta integrada em todo o estado.
Dados do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), registraram 84 focos de calor em Mato Grosso nas últimas 24 horas. Desse total, 51 foram detectados na Amazônia, 32 no Cerrado e um no Pantanal. Em terras indígenas, foram identificados três focos, sendo dois na Terra Indígena Utiariti, em Sapezal, e um na Terra Indígena Marechal Rondon, em Paranatinga. Vale ressaltar que o combate ao fogo em áreas indígenas é de competência federal, ficando o Estado impedido de atuar diretamente nesses locais.
Paralelamente ao combate, o CBMMT executa a Operação Infravermelho , que utiliza tecnologia de satélite a partir da Sala de Situação Central, em Cuiabá, para monitorar o uso irregular do fogo em municípios como União do Sul, Pedra Preta, Barão de Melgaço, Nova Lacerda, Nobres, Nossa Senhora do Livramento e Diamantino. O objetivo é identificar riscos precocemente e responsabilizar infratores.
Desde o início do período proibitivo, as equipes já extinguiram focos em diversas cidades, incluindo Boa Esperança do Norte, Dom Aquino, Chapada dos Guimarães e Rondonópolis. Nas últimas 24 horas, o trabalho de extinção foi concluído em localidades como Nova Ubiratã, Colíder e Lambari D'Oeste.
O Corpo de Bombeiros reforça que o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal até 30 de novembro de 2026, sendo o uso do fogo vedado em áreas urbanas durante todo o ano. A prática é considerada crime ambiental e sujeita os infratores a penalidades severas. Denúncias podem ser feitas pelos telefones 193 ou 190.
Fonte: midianews.com.br