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Wellington rebate acusações de 'tapetão' e aponta tentativa

O senador Wellington Fagundes nega manobras judiciais contra Otaviano Pivetta e afirma que o governador tentou impedir candidaturas do PL em Mato Grosso.

O senador Wellington Fagundes nega manobras judiciais contra Otaviano Pivetta e afirma que o governador tentou impedir candidaturas do PL em Mato Grosso.

O senador Wellington Fagundes (PL), que disputa o Governo de Mato Grosso, refutou veementemente as alegações de que estaria buscando uma vitória por meio de manobras judiciais, o chamado "tapetão". A polêmica surgiu após sua coligação, denominada No Coração da Gente , protocolar um pedido na Justiça Eleitoral para impugnar o registro de candidatura do atual governador, Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição.

A investida jurídica da coligação de Wellington baseia-se em uma decisão da 12ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), que restabeleceu os efeitos de acórdãos do Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo o grupo de oposição, tal medida tornaria o governador inelegível. Em contrapartida, a defesa de Pivetta sustenta que o processo em questão não apresenta elementos de dolo, o que, na visão dos advogados, afasta qualquer risco de inelegibilidade para o pleito.

Em entrevista concedida nesta quinta-feira (20), Wellington Fagundes rebateu as críticas de Pivetta, que classificou a ação judicial como uma "tática traiçoeira". O senador enfatizou que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) é o órgão competente para dirimir a questão, mas aproveitou a oportunidade para inverter o ônus da acusação, alegando que o conflito foi iniciado pelo grupo do governador.

"Quem tentou a todo custo e com toda a força impedir que houvesse concorrentes foram eles. Eles queriam ganhar de WO", afirmou o senador. Segundo Fagundes, houve um esforço deliberado por parte do grupo de Pivetta para inviabilizar sua própria candidatura e também a da deputada estadual Janaina Riva (MDB), que concorre ao Senado.

Wellington relembrou as articulações políticas ocorridas nos bastidores, mencionando que o grupo de Pivetta teria tentado, por vias políticas, impedir que o PL lançasse nomes competitivos. "O nosso partido, tanto no diretório nacional quanto no regional, manteve a posição e disse não", declarou, referindo-se às tentativas de aliança que teriam sido frustradas.

Por sua vez, o governador Otaviano Pivetta tem mantido um discurso crítico contra a estratégia da oposição. Em declarações recentes, ele afirmou que a tentativa de impugnação é uma forma de facilitar o resultado das urnas. "É uma maneira de tornar a eleição mais fácil, ganhando no tapetão. Eu já vi esse filme antes", disparou o governador.

O histórico citado por Pivetta remete às eleições municipais de 2016, ocasião em que enfrentou um obstáculo jurídico semelhante, baseado no mesmo caso que agora é utilizado pelo grupo de Wellington. Naquela época, o governador teve o registro de candidatura negado, mas conseguiu reverter a situação posteriormente por meio de uma liminar com efeito suspensivo.

Graças a essa decisão judicial anterior, Pivetta pôde participar dos pleitos de 2018 e 2022, sendo eleito e reeleito para o cargo de vice-governador. Ele assumiu o comando do Palácio Paiaguás em março deste ano, após a renúncia de Mauro Mendes (União), que deixou o cargo para viabilizar sua candidatura ao Senado.

Fonte: rdnews.com.br